Um Rock in Rio pra recordar…

Ir ao primeiro RockinRio, já na sua quinta edição na cidade do Rio de Janeiro (pois é, também já teve em Lisboa e Madrid, vai entender, né?), aos 28 anos de idade é uma viagem. Em 1985, ano do primeiro RiR, eu estava na barriga da minha mãe. Em 1991 (confere, produção?), era muito novinha pra esse tipo de coisa. Em 2001, fui terminantemente proibida pelo meu pai que achava que esse tipo de coisa era bagunça e confusão. Em 2011, Dudu tinha 6 meses. Não ia em 2013, mas de última hora superei todo o medo da minha “velhice”, corri atrás e fui realizar meu sonho adolescente de ver Bon Jovi ao vivo, com uma ajudinha do marido, claro.

Chegando a Cidade do Rock, marido "no clima", percebam.

Chegando a Cidade do Rock, marido “no clima”, percebam.

Ir ao RiR é, acima de tudo, uma experiência que hoje recomendo que todos tenham. O evento é muito bem organizado, o espaço é bonito e cheio de atrações, o som do palco principal (Palco Mundo) é impecável! Dureza é quando a banda que você quer ver é a última atração e você precisa ficar três outros shows de pé aguardando… Dureza se você, assim como eu, tiver 28 anos de idade, hehehe. Se você tiver 18, como a maior parte dos frequentadores da grade do dia 20, é moleza.

Palco Mundo: gigantesco.

Palco Mundo: gigantesco.

RockStreet: o espaço MAIS bacana do festival!

RockStreet: o espaço MAIS bacana do festival!

A noite começou com show do Frejat. Eu, particularmente, não curto. E mesmo que eu soe preconceituosa, acho que show de atração nacional acaba sendo brinde, afinal, toda hora você consegue ver um show de Frejat, Skank, Jota Quest e afins na cidade (e em outras cidades), mas não é todo fim de semana que você recebe Bon Jovi, né? Aliás, ô bandinha ruim de vir fazer show no Brasil… Mas voltando ao Frejat, ele apostou em hits do Barão Vermelho, tocou Tim Maia, Jorge Ben e aqueceu um pouco a galera (mandou bem, admito!).

Logo depois veio o Matchbox Twenty (na minha época era Matchbox 20, mas agora é por extenso sei lá porquê), uma banda que eu tinha breve recordação lá dos meus 15 anos quando tocava, sei lá, “Push” e “3 A.M.” na extinta (e saudosa) Rádio Cidade e quando a MTV exibia clipes com um Rob Thomas novinho, novinho. Não esperava muito do show, afinal, fazia bem uns dez ou quinze anos que não ouvia Matchbox, mas sabia cantar tudo… Bom sinal, acho (show bom é show de música que a gente conhece, hihihi!). E Rob continua super energético, simpático, com a mesma voz, do mesmo jeitinho… Curti tanto que montei playlist no celular só com Matchbox pra ouvir durante a semana, hehehe… Viajei pros meus 15 anos de volta, que delícia!

Aí entrou o Nickelback, uma banda que confesso até ter certo preconceito porque tocou pouco no Brasil e os “hits” que tocaram não eram lá grande coisa. Mas já entraram surpreendendo com “Animals”, muito peso nas guitarras e me deixando surda. De verdade, surdinha da Silva! Chad Kroeger, o vocalista da banda canadense, foi MUITO simpático, brincou o tempo todo com o público, pediu cerveja pra galera, atirou camisas de brinde e me fez mudar completamente de opinião a respeito do som dos caras. Criei playlist deles no celular também, hihihi.

Nickelback no palco. A gente estava a cerca de 20m da grade e o Chad Kroeger tinha o tamanho do meu polegar... Ou seja, mesmo de perto, é longe.

Nickelback no palco. A gente estava a cerca de 20m da grade e o Chad Kroeger tinha o tamanho do meu polegar… Ou seja, mesmo de perto, é longe.

Na hora do show MAIS esperado por mim, do sr John Francis Bongiovi e sua trupe (desfalcada, verdade, mas ainda assim…), eu já estava morta com farofa de bacon, cheia de dores pelo corpo e segurando um xixi do mal pra não perder meu lugar. Aí ele entrou no palco, eu gritei desesperadamente e percebi que… A música que eles estavam tocando não era hit. COMO ASSIM, JON? Abre um show tão esperado de festival com uma musiquinha mais ou menos do trabalho mais recente? Sofri um pouco. Aí veio “You Give Love a Bad Name” e eu empolguei. Legal, bacana… E depois veio uma música chata dos cds novos, e mais uma, e mais uma, e mais uma… E eu desisti de ficar na frente e fui fazer xixi. É, desanimei mesmo. Criei TANTA expectativa de ouvir os hits (meu primeiro show de Bon Jovi, gente!) que fui ficando frustrada com a sequência do setlist e larguei meu lugar lá pela quinta música pra procurar um banheiro. Pode isso, Arnaldo?

A banda até tocou algumas coisas que eu queria ouvir, mas não foi o show que eu esperava. Tentaram se justificar e eu entendo algumas das justificativas, mas… Entendem? Fiquei muito feliz com a oportunidade de ver o Jon do tamanho do meu polegar (hehehe!) e de ouvir a voz nua e crua. Mas eles ainda me devem um show digno de festival, com hit em cima de hit, pra eu lavar minha alma.

Bon Jovi do ponto mais distante do palco, quando eu já tinha cansado de ficar sendo comprimida na frente...

Bon Jovi do ponto mais distante do palco, quando eu já tinha cansado de ficar sendo comprimida na frente…

Apesar dos pesares (do cansaço extremo que ainda estou sentindo, cinco dias depois), foi uma experiência única! E eu recomendo fortemente que vocês todos passem por isso porque eu ganhei muito. Ganhei duas bandas “velhas novas” pra ouvir, ganhei a sensação de alegria de ver um ídolo da música do mais perto possível, ganhei a euforia de participar de um evento gigantesco que move não só o país mas o mundo todo, ganhei o que contar pro meu filho daqui há alguns anos e ganhei as manhas pra quando tiver que levar ele num lance desses (não deve demorar, hehehe).

Devia ter escrito esse post mais cedo pra descrever melhor as coisas, o cansaço e o tempo apagaram alguns detalhes da memória… Mas foi só agora, num momento insone depois de ter revisto o show de Bon Jovi pela tv, que tive a chance de vir aqui contar um pouco dessa experiência pra vocês.

Em tempo, um adendo:

Pontos Positivos do Festival:

– Organização nota MIL.
– Muitos seguranças separando os baderneiros do pessoal que queria assistir aos shows.

– Estande da Taco costumizando camisetas do festival na hora (amei e fiz a minha, depois posto fotos!)

– Ônibus especial com cadeira macia e ar condicionado que deixava e buscava na porta do evento.

– Big Band na Rockstreet abrindo os trabalhos ao som de Beatles, o que pode ser mais rock’n’roll, né?

– Muitos banheiros arrumadinhos (não eram químicos de cabininha, yay!).

Pontos Negativos do Festival:

– Preços abusivos de bebida e comida (levamos muita coisa de casa).

– Galera que senta entre um show e outro onde estiver, comprimindo e atrapalhando o resto do pessoal. Tsc. Tá na chuva, é pra se molhar! Fica em pé ou perde o lugar, simples assim.

– Intervalos GIGAS entre um show e outro. Sei que precisa dar uma guaribada no palco entre uma banda e outra, mas NÃO precisa de 40 min pra isso.

P.S. Hope you get well soon, Tico Torres! 🙂

Trink, trink, Brüderlein trink!

Atualizando quase um mês depois, SHAME ON ME! Adoro erscrever, mas é uma tarefa que demanda tempo e um pouco de paz, coisas que praticamente só vigoram na minha casa depois que o pequeno príncipe dorme, hora em que, geralmente, também durmo. Mas resolvi vir aqui tirar as teias de aranha e falar sobre um pedaço do meu fim de semana na região serrana do Rio de Janeiro! Esse post não é patrocinado, mas caso alguém se interesse em me patrocinar, “estamos aí”! *abusadjeenha*

Para a comemoração dos 31 anos do marido – é, explano mesmo -, tiramos 24h off para irmos à Teresópolis. Não sabíamos exatamente o que fazer por lá, já que quando pedi dica aos amigos frequentadores, todas foram ou de cunho ecoturístico ou de cunho gastronômico. Não que não sejamos ecológicos – hihi -, mas a gastronomia soa bem mais interessante para esse casal de “gordjeenhos”. E “beberonomia” de cerveja de qualidade também!

Terê tem um lugar que adoramos. Bem, fomos agora pela segunda vez, mas somos fãs das cervejas e sempre “caçamos” elas por aqui. Segundo a sommelier – muito simpática! – da casa, a Vila St Gallen é o primeiro/maior “Complexo Gastronômico Cervejeiro” do Brasil. Preciso averiguar isso visitando outros lugares tão bacanas quanto a Vila, mas já afirmo que lá é xodó.

O espaço da Vila – que, sim, tem a aparência de um vilarejo bávaro medieval – é dividido em três restaurantes: Bistrô, que serve, obviamente, comida francesa (ainda não está inaugurado!), Abadia, que serve fondues e racletes e o nosso preferido com louvor – salve, salve! -, Bierfest/Biergarten, que serve comida alemã. Sou bisneta de alemão, mas ainda que não fosse, a culinária é hiper saborosa, principalmente pelo fato de utilizar muita batata e carnes robustas.

Nos moldes de uma vila bávara medieval, a Vila St Gallen fica especialmente encantadora à noite. Foto: Ana Togashi.

Com cara de vila bávara medieval, a Vila St Gallen fica especialmente encantadora à noite. Foto: Ana Togashi.

O atendimento é super, a comida é super e o preço é super também, mas vale cada centavo numa data especial como era essa para a gente. Não vou resenhar nosso jantar aqui porque recentemente escrevi um post como convidada para o blog Posso Pedir? contando dos nosso pedidos e da harmonização das cervejas, o ponto forte da casa que pertence a cervejaria Therezópolis. Mas deixo com vocês uma dica LINDA: o BierTour.

O BierTour, como o próprio nome indica, é um momento de aprender um pouco mais sobre cerveja e apreciar as que a casa serve. Diferente do tour da Cervejaria Bohemia, em Petrópolis, que conta com um museu da cerveja – vale visita se você, como marido e eu, é “beerlover”-, o BierTour St Gallen é mais um bate papo com direito a “provinhas” harmonizadas dos chopps da casa e das cervejas produzidas na mini cervejaria teste que a casa tem. Achei super bacana e informativo, principalmente porque tenho muito interesse em aprender mais do universo cervejeiro e em como harmonizar cerveja com a comida. Beber cerveja, para mim, vai muito além de “ter um barato alcoólico”, tanto que eu só bebo o que a Bier Sommelier da casa, Marcelle Corrêa, chamou de “cerveja especial”, produzida rigorosamente dentro da lei de pureza alemã – aquela que diz que cerveja só pode ser feita de quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedo.

Marcelle, levemente borrada - hihihi -, e os ingredientes das cervejas da casa. Foto: Ana Togashi.

Marcelle, levemente borrada – hihihi -, e os ingredientes das cervejas da casa. Foto: Ana Togashi.

"Ripa" de degustação e harmonização com os chopps da casa. Foto: Ana Togashi.

“Ripa” de degustação e harmonização com os chopps da casa. Foto: Ana Togashi.

 

Uma cerveja do tipo APA - American Pale Ale - que estava sendo testada na cervejaria modelo da casa. Foto: Ana Togashi.

Uma cerveja do tipo APA – American Pale Ale – que estava sendo testada na cervejaria modelo da casa. Foto: Ana Togashi.

Amigues, vale o passeio. Vale ir no almoço, no jantar, só para fazer o BierTour e tirar fotos… Vale tudo, vale muito. Mas como só tínhamos 24 horinhas, basicamente passamos boa parte delas jantando à luz de velas na Vila St Gallen e fazendo o BierTour, hihihi. Fomos tambem à Feirarte, feirinha de artesanado muito tradicional da região e aos shoppings do Alto, bairro bastante conhecido da cidade. É bom não fazer tudo de uma vez porque aí sempre temos motivos para voltar, né? Embora, acredite, que na próxima ida, a Vila St Gallen é parada certa!

 

Vila St Gallen – Cervejaria Sankt Gallen
Rua Augusto Amaral Peixoto, 166 – Alto – Teresópolis