“Os opostos se distraem, os dispostos se atraem…”

Já dizia o meu muso Fernando Anitelli, idealizador do projeto “O Teatro Mágico”. Às vezes concordo, às vezes discordo. Marido e eu somos opostos, mas se não fôssemos tão dispostos, certamente já teríamos desistido. Nem sempre é fácil equilibrar gostos distintos, achar meio termos em “programas de casal”, ceder quanto à criação do filhote (temos opiniões distintas sobre algumas coisas relacionadas a isso)… Mas tentamos. Diz minha terapeuta que nos completamos e, por isso, nunca é monótono! Acho bonitinho quando ela diz isso e uso como mantra porque, devo confessar, às vezes preciso de mantra mesmo pra lidar com o diferente… Tenho bastante dificuldade.

Sou a pessoa menos esportiva do mundo. Não curto. NADA. Não me chama pra fazer trilha ao ar livre, me chama pra tomar um café e conversar sobre a vida. Esse é meu programa favorito, aliás: tomar um café e conversar sobre a vida. Me chama pra comer num restaurante novo, pra ver um filme diferente, pra visitar uma exposição louca e, se for pra ver natureza, que seja pra passar uns dias numa fazenda ou num chalé, mas sem “embrenhação” em mato, por favor. Só com mesa farta, vinho, conversa, estrelas no céu e, tá, um passeio à cavalo, pra variar. Essa sou eu. Não me chama pra correr corrida da Adidas, não me chama pra caminhar na Floresta da Tijuca e DEFINITIVAMENTE não me chama pra jogar (ou assistir) futebol americano.

Já marido é a pessoa mais esportiva do universo. Chama ele pra jogar qualquer troço (que não vôlei ou futebol comum, acho) e ele vai. Chama ele pra correr no mato, ele vai. Chama ele pra suar dentro de um kimono, ele vai. Não chama ele pra ver um filme russo e tomar um espresso machiatto, ele vai achar super chato, parado, monótono.

Só aí vocês sentiram que dá um certo trabalho misturar e equilibrar as coisas, né? Obviamente temos coisas em comum e tentamos aproveitar isso ao máximo, mas a solução para todas essas coisas “não comuns” tem sido nos dividir. No começo não gostava… Afinal, adoro a companhia do marido, é um dos meus melhores amigos… Mas não vale arrastar ele pra fazer as coisas que eu gosto quando ele, claramente, acha super entediante. O mesmo vale pra mim, acho.

Ontem, por exemplo, nos dividimos. Dudu foi pra praia com a vovó, ganhei um “day off” (é bom, afinal, como trabalho em regime de “home office”, minha casa e meu filho estão comigo praticamente o tempo todo) pra ir almoçar num restaurante mexicano com meu irmão e amigos queridos e marido foi jogar seu futebol americano. Passamos o dia inteirinho separados e eu senti saudadinha, confesso. Achei até que ele ia gostar do restaurante mexicano (ele gosta de comer, como eu, AMÉM!), mas talvez fosse achar as conversar de amigos muito chatas e fosse se sentir deslocado. No fim das contas, cada um fez uma coisa legal no domingo, aproveitou e chegou mais leve em casa! Experiência válida.

Com 28 anos na cara, ainda tenho muito pra aprender sobre relacionamento. É essa a conclusão que me bate diariamente na cara, hehe. Todo dia eu aprendo uma coisa nova sobre meu casamento e sobre mim, sobre a vida adulta, sobre a vida em família… Coisas que não vem escritas em nenhum manual e que não importa o quanto contem pra gente como funciona, a gente só aprende vivendo mesmo.

Primeira foto que tiramos em 2012! :)

Primeira foto que tiramos em 2012! 🙂

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